Energisa manda, Procon abaixa a cabeça e a população paga, se é que dá para pagar

Beira o ridículo as declarações da Energisa de que as reclamações são do país inteiro. Esdrúxula (não resta outro termo) para classificar as alegações de que o “AUMENTO” até acima de 300% nos valores da tarifa se devem ao calor excessivo – afinal, se o povo liga mais o ventilador, por outro lado se utiliza menos o chuveiro elétrico; ou será que no inverno vão retarifar pelo uso do banho? –.

Centro Automotivo Brasil 2

Senhores, definitivamente não há explicação plausível para esse reajuste. Ah, sim, aumento da cobrança de taxas e impostos – ainda que seja um absurdo tanta taxação. Não cabe, não cola, não explica.

Então vemos as explicações do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, representada por uma fundação organizacional responsável por ajudar a mediar os conflitos entre os consumidores e os fornecedores de produtos e serviços) e seu atual superintendente, Marcelo Salomão, que havia deixado aquele órgão para cumprir a missão de coordenar a campanha da vice-governadora Rose Modesto (PSDB), eleita deputada Federal: Nada. Abaixou a crista e está se reportando à própria empresa. Da reunião havida ontem (23), apenas o fato de que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá verificar, como agência reguladora, a questão do aumento considerado abusivo.

Tanto o cargo do superintendente do Procon, quanto o da Aneel são indicações políticas. As empresas de energia são concessionárias, ou seja, dependem de ingerências políticas para manterem seus contratos, e os superintendentes seus empregos, vai dai que… À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta.

Não são poucos casos isolados, pode-se considerar um enxame, ou uma epidemia de denúncias, comprovadas por contas apresentadas, de abusos nos preços cobrados. Não é uma residência, um bairro, um município.

Então o Procon, por intermédio de seu superintendente, aceita que os casos serão verificados caso a caso. Inacreditável que todos estejam utilizando tanto os ares-condicionados, mesmo quem não os têm. Que as geladeiras estejam consumindo mais de 300% do que a residência toda consumia anteriormente. Que os ventiladores utilizados durante a noite triplicam os consumos.

Ora, se a Energisa não consegue religar o consumo no prazo de 24 horas, conforme prometido por ela própria (veja aqui) como poderá ela averiguar medidores de energia elétrica em todo o estado – a reclamação é geral?

Não é patética essa atitude. Patéticos somos nós, consumidores. Vamos reclamar para quem? Para esse Procon? “O Procon vai eleger algumas denúncias e entregar ao Inmetro, para que possa fazer um teste no relógio e aferir se o aparelho está correto na distribuição de energia. (“Vamos dar ao Inmetro alguns desses endereços e informar a Energisa, porque esses aparelhos são de responsabilidade da empresa, e então possamos aferir esses relógios”), afirmou o superintendente.

O estado inteiro está reclamando, será que por alguma razão todos os “relógios” apresentaram problemas?

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