Militares venezuelanos, por medo da fome, apoiam Maduro

Comandantes militares da Venezuela vieram a público, na manhã de hoje (24), para jurar lealdade ao presidente Nicolás Maduro, que reconhecem como chefe em exercício constitucionalmente eleito. Ao falar, cada um deles estava cercado por subordinados – alguns, por centenas de militares.

“Somos um país soberano, com autodeterminação. Somos um país democrático cujo presidente é eleito apenas por seu povo, que é soberano em relação às decisões do destino de nossa pátria e, por meio do voto livre e secreto, elegeu o cidadão Nicolás Maduro Moros como presidente”, disse o general Manuel Gregório Bernal Martínez.

Importante lembrar que a Venezuela enfrenta a pior crise de sua história e o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó convocou manifestações contra o presidente Nicolás Maduro, e se autoproclamou presidente interino do país e prometeu novas eleições. Recebeu apoio de diversos países que não reconhecem o governo Maduro como legítimo.

As críticas a Maduro têm crescido à medida que seu governo marginalizou a Assembleia Nacional, realizou eleições amplamente questionadas e não tem conseguido conter o êxodo de sua população que busca abrigo e principalmente alimentação em outros países da América do Sul.

Na terça-feira (22), a Assembleia Nacional aprovou Lei de Anistia aos militares , como forma de trazê-los para as hostes oposicionistas e promover uma mudança sem conflitos, com o que chamaram de “restabelecimento da ordem”.

O medo da fome

Ainda que contem com o apoio da maior parte da população – basta ver o índice de abstenções da última eleição, que é considerada fraudada – os opositores dependem do apoio dos militares para algum sucesso em sua empreitada. No entanto, num país onde há alimentos apenas para os membros da Justiça e aos militares, sem perspectivas de mudança econômica, por quais motivos os militares abririam mão desse privilégio (chega a ser asqueroso dizer que alimentação é privilégio)?

A Venezuela, com ou sem Maduro, tem que encontrar uma solução em curtíssimo prazo. Com o atual ditador está difícil ver o túnel, mais ainda encontrar alguma luz em seu final nos próximos anos. Ele está isolado do mundo e da maior parte de sua população, e os venezuelanos sofrem por isso.

Não há uma tradução para o espanhol que eu conheça, mas no caso do apoio dos generais militares ao ditador Maduro, cabe bem o ditado: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Markha Gás

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