Agredida e ameaçada, mulher fica sem proteção policial. Polícia 0 x 1 agressor

Feminicídio é pouca proteção e muita mídia, triste realidade de Campo Grande.

Pamela Fernandes dos Santos foi brutalmente agredida pelo seu ex-companheiro Cleyton Castro na esquina das ruas Fernando A. Pimentel e Arrobas Martins, no bairro Alves Pereira, por volta das 9 horas da manhã de hoje (31). Mais um caso de agressão contra a mulher.

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Assim

Apenas mais um caso de agressão contra a mulher, tratado assim pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, da Casa da Mulher Brasileira e da Guarda Municipal. Ninguém se movimentou.

O caso

A vítima entrou em contato telefônico com a Polícia Militar por meio do telefone 190 por volta de 9 horas. Ninguém. Esse jornalista entrou em contato com a Casa da Mulher as 12 horas e foi orientado para entrar em contato como 153 – Guarda Municipal. Eles compareceram, sem descer da viatura, deram buscas e foram embora sem prestar qualquer atendimento.

Às 16 horas ela procurou a imprensa novamente, pois o agressor permanecia na região e nada, nenhuma providência havia sido tomada. Novamente entramos em contato com a Casa da Mulher… e vai dai que…

Transferem para alguma delegacia, e quem atende tenta transferir para a Delegada, sem sucesso. Retornamos a ligação e transferiram para o setor de Boletim de Ocorrências que orientou que a vítima fosse encaminhada para aquele local e registrasse o b.o.. Como, se a vítima estava na rua, com uma criança de pouco mais de 2 anos e sem recursos (R$) para o deslocamento?

O agressor permanecia, até o momento, rondando a casa, impedindo o acesso da vítima à sua residência. Por volta de 16h30 a irmã chegou do interior para resgatá-la.

Hipocrisia

Muito mais que o trabalho a ser desenvolvido resta a hipocrisia de ganhar mídias e holofotes quando a desgraça está instaurada. Afinal, do que adianta entrar em contato com as polícias e com a Casa da Mulher Brasileira se nenhuma atitude é tomada?

Estive, e estou próximo de um feminicídio anunciado. Tentamos tudo o que temos por direito, Polícia Militar, Guarda Municipal e, principalmente, uma Casa da Mulher Brasileira inoperante e burocrática, que registra estatística e enterra os corpos.

Até o momento da divulgação dessa matéria, 8 horas após o primeiro registro de pedido de socorro, aguardamos uma atitude das autoridades. A mãe está na dependência da caridade dos vizinhos, a criança mal alimentada, e as “autoridades” inoperantes.
Vai de mal a pior essa hipócrita e falsa defesa da mulher, vai de mal a pior a segurança pública. Como disse a vítima e as testemunhas, se ela, para se defender, houvesse assassinado o agressor haveria inúmeras viaturas ocorrendo o caso, lógico que com a exposição na mídia, registro nas estatísticas entrevistas dos responsáveis… Nos poupe disso tudo. Há um descaso institucionalizado.

Em caso de dúvida, tenho as ligações telefônicas gravadas.

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