Nelsinho, o carreirista, abandona aliados, o que não é novidade

Não se sabe o que é pior, o recém eleito senador Nelsinho Trad abandonar o barco, como já haviam feito seus dois irmãos, ou o atual dirigente dar razão a ele.

Big Ben 1

“Saída de senador gerou surpresa no partido”. Coisa nenhuma. Nelsinho, Marquinhos e Fábio mantiveram suas filiações enquanto isso lhes deu guarida, e tudo é conversado entre quatro paredes antes que uma decisão seja definida.

Farinha pouca…

Antes, sob as botas de André Puccinelli, e a partir da “debacle” (fracasso) do ex-governador, atual réu, a família Trad ficou mansa e calma no antigo PMDB. Roeram aos poucos os alicerces. Montaram um tal esquema que lhes permitiu “domar” vários partidos. Foram felizes. Elegeram vereador, prefeito, deputado federal, e senador (esse investigado em diversas ações federais e estaduais). Mas, enfim, estão eleitos.

Assim como as barragens de minérios que tomam as páginas e sites, deixaram os rejeitos para os que lhes apoiaram. Fiquem com os partidos quebrados, fiquem com o resto que lhes compete.

Mas, e daí?

Os políticos não deveriam ter posições pragmáticas e programáticas, ou seja, não deveriam atuar dentro do programa do partido? Fizeram, ou não, suas campanhas dentro desses programas. Tudo virou uma zona?

Puccinelli

O ex-governador fez tudo o que quis e pretendeu na política. Foi sagaz, esperto, matreiro. Obedecendo sua alcunha de “sorriso de jacaré”, durante longo período soube dar o bote no momento exato. Errou ao se expor demais, deveria ter obedecido a cartilha de Londres. Por se expor, baixou as guardas para aquelas raposas que aprenderam com o chefe da matilha, o grande Trad. Enfim, todos sabem que o jacaré se imobiliza frente aos holofotes e vira presa fácil. Hoje passeia de tornozeleira, e seus seguidores e adoradores observam seus passeios por detrás das grades.

Venceu, por enquanto

Os Trad conseguiram seus tão sonhados “foro privilegiado”; rearticular e desarticular partidos; cortaram antigos “coronéis” do Velho Centro-Oeste e se aliaram aos que realmente comandam; deixaram de estar sob as botas para estarem no mesmo nível dos comandantes da política sul-mato-grossense.

Vamos aplaudir, temos novos mandantes, temos novos capatazes, ou capitães do mato, nem sei em que época nós estamos, apenas a certeza de que não chegamos ao século XXI.

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