Reunião detalha acessibilidade e estabelece diálogo com entidades

A coordenação do Programa Reviva Campo Grande convidou representantes de várias entidades para apresentar como está sendo garantida a acessibilidade no projeto de requalificação da Rua 14 de Julho. Na reunião, a coordenadora do Programa, Catiana Sabadin, explicou que o Reviva Campo Grande já prevê, em sua concepção, a acessibilidade com a instalação de piso tátil, calçadas mais largas, priorizando as pessoas ao invés dos carros, além da retirada dos postes com o embutimento da rede.

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“O projeto Reviva Campo Grande foi concebido para todos e queremos ter esse feedback das entidades sobre a questão de acessibilidade. Estamos abertos às sugestões que garantam o direito de ir e vir de cada cidadão”, afirma Catiana.

O grupo foi convidado a fazer uma visita na primeira quadra do projeto, entre a Fernando Corrêa da Costa e 26 de Agosto para comprovar a acessibilidade. “No papel é inanimado, é sempre tudo muito bonito, mas às vezes, um degrau te impede de avançar. Vendo in loco, a gente pode comprovar se aquilo nos contempla”, afirma Mirella Tosta, da Associação das Mulheres com Deficiência de Campo Grande. Ela avaliou como muito positiva a abertura dada pelo poder público. “Acho inédito, porque as pessoas fazem as coisas, constroem e depois que a gente vai ver se nos atende ou não. Eu espero que essa obra contemple todas as pessoas, indistintamente”, complementou.

Rosana Puga Martinez, presidente da Associação de Doenças Neuromusculares de Mato Grosso do Sul e diretora-presidente da Sociedade em Prol da Acessibilidade, Mobilidade Urbana e Qualidade de Vida de Mato Grosso do Sul, afirma que é extremamente importante esse canal.

“Se o poder público quiser realmente algo efetivo, ele tem que lançar mão disso que já tem: a sociedade civil organizada, disposta a trabalhar junto, firmar parceria para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. O poder público tem aquele olhar técnico de como vai fazer; nós temos o olhar do usuário. Eu espero que o Reviva Campo Grande seja um modelo e um piloto para uma continuidade em toda a cidade”.

“A abertura de diálogo confirma o que está esculpido no lema da Convenção Internacional sobre direitos da pessoa com deficiência. Às vezes temos dificuldade em transpor este lema do papel para nossa prática. Vocês estão, justamente, atendendo esse preceito e isso é decisivo para uma cidade que objetive atender a pluralidade e que nos permita a participação enquanto cidadãos, enquanto consumidores e, portanto, a garantia do ir e vir são princípios imprescindíveis para nós”, finaliza José Aparecido da Costa é professor da UEMS e mestre em Educação.

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