Vergonha alheia, senadores protagonizaram um vexame internacional

Em um pleito com apenas 81 eleitores, registram-se 82 votos. Isso dentro de um Senado Federal, que deveria ser sério, não fossem os senadores que ocupam aquela Casa.

Esse senado, ainda que renovado nas últimas eleições, protagoniza a cada dia, mais sandices, idiotices, escárnio, ou como se possa rotular. Rotular, é isso, não se pode considerar debate de ideias e propostas. Ali não existem ideias, nem propostas, apenas ordenamentos, somente conchavos. Nós eleitores podemos e, principalmente, devemos nos envergonhar, afinal, nós os colocamos lá. Se não foram os nossos candidatos, venceu a Democracia e os que ali nos representam foram eleitos pela maioria de um país de semiletrados.

Alguém esperava mais, ou melhor, de um Renan Calheiros, se não empastelar as eleições – e bem capaz de judicializar essa eleição(?).

Seria possível prever que, para anular, houvessem 82 votos num colégio eleitoral de 81 senadores? Que vergonha Brasil. Teremos a mesmice de corroborar o dito popular de que “ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão”? Vergonha, Brasil.

O Brasil tem 147,3 milhões de eleitores, e elegeram 54 senadores para essa patifaria.

Entre as principias atribuições dos senadores estão:

– Elaborar seu regimento interno;

– Processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, Membros do Conselho de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, Procurador-Geral da República, Advogado Geral da União, Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica;

– Aprovar a escolha de: Ministros do Tribunal de Contas indicados pelo Presidente da República; Presidentes e Diretores do Banco Central; Governador de Território; Procurador-Geral da República; Titulares de outros cargos que a lei determina;

– Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;

– Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

– Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato.

Não é assim

Essa atitude espúria representa os anseios dos votos dados a esses parlamentares? Renunciar no meio de uma eleição é digno de um representante do povo? Renan fez, mas seus senadores eleitores ligaram o ventilador. Outros concorrentes, também. Um grande circo armado com 81 comandantes de cenas e mais de 157 milhões de palhaços na assistência.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s