Eleições dos bancários: sai o velho sindicalismo e entra a administração eficiente. Será?

A eleição para o Sindicato dos Bancários em Mato Grosso do Sul pode representar a mudança da velha política contra a administração eficiente. A arrogância dos que tomaram o poder escorados nos partidos políticos e nas diversas Centrais disso e daquilo pode dar oportunidade para uma nova conformação administrativa que permita mais benefícios à categoria e uma substancial perda para os companheiros.

Havíamos pautado uma matéria com confronto de ideias e programas entre as duas chapas, no entanto, conforme nos foi informado, a Chapa 1, que representa o atual status do sindicato, se considera vencedora e, de maneira até grotesca, intuiu que a nossa matéria exigiria o pagamento pela matéria feita.

Não, somos éticos e independentes, gostaríamos de divulgar as propostas das duas chapas de forma a que um grande número de profissionais tivessem acesso às propostas – ou promessas, como considera a Chapa 1.

Apenas, em análise, não entendemos como um programa pode considerar “pequena” as propostas de uma chapa enxuta, como se apresenta a Chapa 2, com menos de 30 participantes, enquanto propaga que os 62 membros da Chapa 1 fariam melhor.

Pensamos que o guarda-roupas da economia brasileira foi desmontado para poder ser reformulado, de forma que não caibam tantos “cabides”. Pensamos que as novas normas trabalhistas, com o fim do imposto sindical obrigatório e desejado pelos trabalhadores brasileiros obrigam os sindicatos a buscar adesões voluntárias e participativas, efetivamente tornando esses sindicatos em reais e verdadeiros representantes dos trabalhadores.

Se um órgão de imprensa se propõe a divulgar de forma clara as propostas das chapas concorrentes, qual o medo da Chapa 1, que se considera e arvora como vencedora, não permite a transparência de informações? Dizem que mudam os diretores (todos os 62), mas o que isso significa senão mudar as moscas que rodeiam a mesma excrescência?

Pelo que temos acompanhado, a Chapa 1 não tem apresentado propostas significativas, batendo na tecla de são conhecidos nas negociações com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e teriam, portanto, melhores condições de negociações. Poderia ser, mas o que ganharam para a categoria até agora se, anualmente é recorrente a greve que prejudica a população, e nada traz para a categoria?

Ano após ano os bancários se revoltam contra as perdas salariais e de condições de trabalho e, ano após ano os “conhecidos nas negociações com a Febraban” não conseguem progressos, senão mínimos nos salários.

O Brasil mudou, ou está mudando, e eles se apegam a velhos conceitos, velhas Centrais Centrais Sindicais, naquele vício nefasto de “precisar pagar órgãos de comunicação para que a população e seus sindicalizados sejam informados de promessas, pouco tendo acesso a propostas e projetos.

Representar 1/3 dos municípios de Campo Grande não significa competência. Estar ligado a grandes entidades federativas não implica em arrojo e capacidade de negociação. Acabou e algumas chapas e sindicatos não perceberam que essas corporações de “companheiros e amigos” perderam espaço.

O imposto sindical obrigatório foi instituído por Getúlio Vargas, como forma de manter esses sindicatos sob seu domínio, em épocas mais conturbadas das relações patrões/empregados. Foi mais válido para os patrões do que para os empregados com o correr dos anos. Essa época, sim, um sindicato dos bancários do tamanho de Mato Grosso do Sul poderia manter 62 membros, afinal não faltava dinheiro.

Agora, os bancários terão que ser compensados em suas contribuições espontâneas por uma administração competente. Estranhamos, enfim, a fuga da Chapa 1 para que pudéssemos fazer uma matéria comparativa.

Após a agressão gratuita, e assim entendemos, de a Chapa 1 apenas fazer uma comparação grotesca em confronto com a Chapa 2, muito bem respondida por esta, perguntamos por quais motivos a Chapa 1 – atual detentora dos destinos dos bancários – não apresenta e luta por suas propostas?

O espaço de resposta está dado e, diferente das mídias que os sindicatos ligados a partidos políticos controlam, aqui não se cobra para apresentar matérias relevantes.

As eleições serão realizadas entre os dias 12 e 13 de fevereiro.

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