Brasileiros, venezuelanos, cubanos… Todos buscam trabalho no país dos desempregados

Há tempos deixou de ser novidade no país encontrar alguém em um cruzamento de ruas segurando um cartaz com o pedido de emprego. Basta uma pesquisa rápida no Google para ver o tanto de publicações na imprensa que abordam este tipo de situação. No Brasil, o último trimestre de 2018 apresentava um total de 12,2 milhões de desempregados, pessoas de diferentes níveis de escolaridade, idade e profissões aguardando por uma nova oportunidade para retornar ao mercado.

PMCG Midia IPTU

Nos últimos meses, a crise política na Venezuela fez com esses brasileiros que estão na fila por uma vaga de trabalho ganhassem uma forte concorrência, os venezuelanos. Os vizinhos entram no país por meio da divisa com o Estado de Rondônia e de lá saem peregrinando Brasil a fora também em busca de uma ocupação. Cheios ‘de gás’ e de esperança em poder começar aqui uma vida nova, os venezuelanos oferecem a mão de obra barata, topam qualquer desafio e aprendem rápido, tendo ainda ao seu favor a caridade dos brasileiros.

Nessa semana, as redes sociais sul-mato-grossenses compartilharam a foto de um homem, identificado como Junior Alejando Fersaca, de 23 anos, que aparece segurando um cartaz no qual pede por uma oportunidade de trabalho para poder sustentar sua família. Ele é venezuelano e está há 10 meses no Brasil, não diferente dos seus conterrâneos, largou tudo no país vizinho e atravessou a fronteira juntamente com a sua esposa Stéfani Gregória Zambrano, de 18 anos, e os filhos, de dois anos e um bebê de oito meses.

A família venezuelana chegou a Campo Grande após rodar várias cidades da região Norte brasileira, nos estados de Rondônia e Amazonas, estiveram também no Mato Grosso até chegarem aqui. O único dinheiro que tinham, até então, era fruto da venda da casa na Venezuela. Com poucas bagagens, estão morando hoje de favor em uma pequena residência cedida por um brasileiro. Com eles também vive outro imigrante, o cubano Michel Arturo, cozinheiro, de 22 anos.

A rotina desses estrangeiros na cidade é essa, acordar cedo e ir para o canteiro central da avenida com o cartaz na esperança de que alguém pare e lhe ofereça uma oportunidade. Alejandro é pintor, mas aceita qualquer tipo de emprego, o que ele quer mesmo é poder ter dinheiro dignamente para comprar comida e alimentar seus filhos e a esposa. O desejo dele e igual ao de muitos brasileiros que também estão parados há tempos, sem conseguir uma chance sequer no sempre concorrido mercado de trabalho.

 

 

Foto de capa: Keila Flores/G1MS

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