‘Pedofilia livre’, liberação de drogas ilícitas, uma Justiça que a população não entende

Há coisas que a população definitivamente não compreende. Temos uma educação e criação que nos causam asco, vergonha, ojeriza (redundância necessária). Não compreendemos essa fraqueza das leis.

“De cabeça de juiz e bunda de neném, ninguém sabe o que vem.”

Ivo Cassol

Definitivamente não estamos prontos para uma Justiça de Primeiro Mundo em nossa terra de segundo, terceiro, quarto mundo. Somos apenas uma população jogada à sua própria sorte. Temos, sim, a quem culpar. Estelionatários políticos e um povo passível.

Políticos que negociam, povo que se deixa comprar. Leis que se regulam pelas ideologias e, pior, pelos mandatários, aqueles que criam as leis a serem obedecidas por juízes.

Essas leis são tão ambíguas que possibilitam aos juízes, por sabe-se lá o quê, determinarem a soltura de pedófilos baseados na mera promessa de se submeterem a tratamento psiquiátrico.

Essa mesma lei penaliza a “justiça pelas próprias mãos”. Sinceramente, é posição comum entre a população que, se estuprarem ou violentarem alguém da minha família, farei a justiça minha. Nesse caso a Justiça condena e prende, enquanto, até que alguém faça essa justiça, os pedófilos fiquem livres.

Presos por pedofilia pagam fiança e são liberados 24 horas após prisão

Os presos foram flagrados com material (fotos e vídeos) contendo cenas de estupros de crianças e adolescentes durante buscas nos endereços alvos da força-tarefa

 “Havia sido preso por determinação do juiz Delvan Tavares, da Vara da Infância e da Juventude, acusado de pedofilia. A vítima foi uma menina de apenas 12 anos. O advogado foi liberado da cela em que se encontrava por determinação da Justiça e ficará em regime de prisão domiciliar. “

Drogas

Está em discussão, e será julgada em julho desse ano pelo Supremo Tribunal Federal a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal. Ainda não há data para que o recurso seja julgado pelo plenário da corte.

O recurso começou a ser julgado em agosto de 2015, quando o relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas (nº 11.343/2006), que define como crime o porte de drogas para uso pessoal.

Os três julgadores, até o momento, entenderam liberar apenas a maconha, mas o projeto é abrangente. Estão liberados para portar e consumir drogas ilícitas usuários que, certamente, tomarão a direção de veículos colocando em risco a vida de pessoas, mas nunca serão flagrados pelos bafômetros, pois estes não têm capacidade para reconhecer essas drogas. Então, por que apenas penalizar um tipo de droga lícita?

Não somos favoráveis à bebida alcoólica e direção, mas não podemos ser favoráveis ao consumo de outros tipos de droga e direção. Não somos favoráveis à uma sociedade doente. Afinal, os pobres viciados que roubam e destroem famílias serão presos e condenados, talvez não pela justiça estabelecida e oficial, mas por toda a sociedade, que lhes julgam e condenam. Sou favorável à execração dos que andam à margem da sociedade, mas contestamos aqueles que se favorecem de sua situação social para serem determinados “usuários”, aqueles que não precisam roubar para manter seus vícios por terem condições de manter, de seus proventos, as suas necessidades  do consumo.

Mas, enfim, quais são aqueles que mantêm o esquema de tráfico de drogas? Quais são aqueles que permitem moleques utilizados como criminosos na defesa do domínio do tráfico? Quem sustenta armas e armamentos, guerras entre quadrilhas, morte de policiais, a desmoralização da Justiça?

Drogas e Classe média

Se é pobre e porta uma arma, porque nada mais lhes resta senão buscar sustento no tráfico, deve morrer. Nem sou contra, em conflito com as forças policiais, que haja esse conflito. “Passarinho que come pedra, sabe o cú que tem”. Aí, vem a justiça e perdoa os “mauricinhos” que sustentam o tráfico.

Um tanto de álcool, droga lícita, é penalizada pelo “bafômetro”, outras drogas que serão liberadas, não. Hipocrisia pura.

O trabalhador que para no momento de relaxamento, toma uma dose de pinga, dirige 400 metros até sua casa pode ser penalizado, mas se estiver sob efeito de outras substâncias psicotrópicas, não será sinalizado e penalizado pelo “bafômetro”.

No entanto, todos aqueles que sustentam o tráfico, estão isentos.

Matar a quem?

Acreditamos que temos que penalizar quem deve ser penalizado. Para livrar os “filhos diletos da classe média e alta” vamos também liberar os pequenos usuários, os “bandidos” que matam pai e mãe, desconstroem as famílias roubando e até matando por um tanto de substância. Os outros, não fazem isso, são sustentados em seus vícios. No entanto, com o vultoso dinheiro, sustentam as facções criminosas.

Senhores juízes, vamos colocar parâmetros, as relações de amizade entre famílias de uma determinada elite, compadrio, companheirismo, sabe-se lá, deturpam as leis e o subjetivismo dos julgamentos.

A população não entende, a população não interfere, nós, pobres cidadãos, estamos à mercê de seus julgamentos. Poucos juristas, juízes, operadores do direito, estão lutando por um país mais justo, mas caem na “malha fina” do desconcerto. Advogados são tidos como mentores e executores do próprio Lúcifer em nossa terra. Há como culpar o julgamento público?

Tudo o que se determinou como NADA, foi a ética jurídica. Tudo o que se determinou como vergonhosa mentira foi a advocacia. Basta ver as atitudes da maior autoridade da classe advocatícia, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em suas recentes determinações.

Fazer leis pela metade, liberar pedófilos, permitir que a população considere bandidos como presos políticos, haver uma mancumenação (em que há acordo e combinação, geralmente, para prejudicar uma outra pessoa) entre poderes, traz desconfiança e uma depressão coletiva. Olha-se os juízes e ministros das instâncias jurídicas de forma triste, irresponsável e sem credibilidade.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s