A fumaça branca subiu, habemus presidentum. Efetivamente começa o governo eleito

Bolsonaro recebe alta e deixa hospital em São Paulo cercado por dez carros que fizeram parte da segurança.

 O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, às 12h20 de hoje (13). Cerca de dez carros, acompanhados de batedores da Polícia do Exército e carros da Rota fizeram sua segurança acompanhados de um helicóptero da Polícia Militar que também auxiliou na segurança.

Bolsonaro estava internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada da bolsa de colostomia e a reconstrução do trânsito intestinal.

Agora a pauta da imprensa será alterada. No tempo da perdição com jornalistas pró e contra, por serem apenas assim, mas com pouco embasamento, vamos efetivamente colocar o país nos eixos e passar a ter governabilidade.

Somos um regime presidencialista e, efetivamente, tudo está centrado na caneta bic (ou não) que assina decretos e outras providências para a reorganização da máquina entre uma forma de governo e outra. Mas é importante salientar que a governabilidade não ficou órfã, os ministros permaneceram em suas pastas e nesses pouco mais de 40 dias de governo elaboraram planos e metas. Enfim, todos trabalham em função de um presidente eleito e para ele devem dirigir e discutir essas questões.

Bolsonaro, goste-se dele, ou não, esteve enfermo e sob ordens médicas. Muito não pode fazer, não recebeu ministros, ficou limitado a telefonemas, e bem limitado.

Outros tempos, coisas semelhantes

Quando da eleição de Tancredo Neves, todas as forças progressistas do país, batalhadoras pela Democracia, acompanharam sua posterior doença e morte, pouco se importando se o vice, José Sarney, mantinha paralisada a condução do país. O foco era Tancredo, sua condição de saúde. José Ribamar (Sarney), criado e alimentado pela ditadura civil-militar inchava a administração com a criação de ministérios, negociando na pior interpretação da fala de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”.

Agora, cobra-se governo de um presidente eleito, majoritariamente, que por força de doença teve que se ausentar parcialmente da administração do país. Mas, afinal, apenas um homem elabora, projeta, coloca em funcionamento um governo? Não, para isso busca as pessoas mais preparadas, dentro de seu universo de conhecimento e sua proposta de campanha e lhes dá autonomia para, dentro de suas pastas, desenvolverem as ações dentro da linha de pensamento que, representada pelo eleito, correspondam ao que a maioria da população escolheu.

O Brasil não parou, teve o andamento necessário, lento e gradual, que se espera de uma troca de governo e, especificamente no quadro atual, de mudança de posição antagônica entre esquerda e direita. Alteração econômica, pouca, ou alguém acredita que o crescimento acelerado dos ganhos das instituições financeiras em contraposição com o empobrecimento da classe média e baixa e da mendicância instituída para aqueles abaixo da linha de pobreza, somado ao escancaramento da corrupção representam  a teoria socialista?

Apenas mudou. Passamos, ou passaremos, de uma época em que todos eram iguais, mas alguns mais iguais que outros, para a mudança dos “amigos” dentro da mesma mentalidade.

Vamos cobrar, obrigar a transparência, exigir o julgamento de todos os acusados e sua punição, mas entendendo que para tudo existe um tempo. A máquina é enorme, do tamanho de um elefante, se movendo como uma tartaruga e tudo isso dentro de uma loja de cristais.

Cabe ao jornalismo denunciar, mas assentado sobre uma base isenta. Vamos dar tempo ao tempo. Se pudemos ser tão complacentes com Sarney, com o vice que substituiu Collor, o presidente Itamar Franco, entendemos o período de transição, por que agora vamos polarizar entre prós e contras?

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