Agora não há excesso de ministérios, mas parece haver incompetência de alguns ministros

Um país para levar avante, recém saído de uma cirurgia, questões econômicas urgentes, tomando posse efetivamente a partir de agora, uma vez que pouco tempo houve para rearranjar o novo governo e ainda conta com a incompetência ou arrogância desmedida de ministros que se arvoram como donos do poder e da sabedoria e as querem impor a todo o povo brasileiro. Não há excesso de ministérios, o que parece haver é despreparo de alguns ministros. Apenas para constar os dois mais polêmicos.

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, tem em seu currículo passagens por dois programas de pós-graduação (foi, inclusive, organizador de um deles) em filosofia mal avaliados pelo próprio MEC (Ministério da Educação) e que foram extintos. Em artigo publicado em 2009, ele atribuiu o fechamento de ambos a uma perseguição ideológica por parte da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), fundação vinculada ao ministério, responsável pela avaliação dos cursos de mestrado e doutorado. ( Wellington Ramalhoso, do UOL).

O currículo de Ricardo Vélez Rodríguez, na plataforma acadêmica Lattes mostra um acúmulo de cargos entre 1986 e 1989 que pressupõe que o então professor trabalhasse no mínimo 14 horas por dia, se revezando entre a capital do Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG) semanalmente, cidades distantes cerca de 180 km. Vélez Rodríguez afirma ter sido professor da UNIRIO, da UERJ, da Universidade Gama Filho (UGF) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ao mesmo tempo

Quanto tempo de vida útil terão os ministros que fazem sandices? O ministro da educação, por exemplo, poderia seguir o exemplo de anterior titular da pasta e que exemplarmente declarou: “Não sou ministro, estou ministro” (Eduardo Portela). Afinal, declarar que o povo brasileiro é canibal nos faz pensar que o senhor ministro deveria se ausentar do país antes de ser cozido e comido pela população.

Teve a resposta do professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Valter Lúcio de Pádua: “Sei que V. Exa. não nasceu no Brasil e muito me preocupa imaginar que os brasileiros que conheceu o tenham feito ter uma impressão tão negativa de nós. Preocupa-me ainda mais pensar que para compor sua equipe no Ministério da Educação V. Exa. tenha convidado os brasileiros que o fizeram ter essa imagem do nosso Povo.”

Ministra da igreja ou ministra de estado?

A ministra da Mulher, Direitos Humanos e da Família, Damares Alves é polêmica e obtusa em suas colocações. Com as viseiras próprias impostas pelos desvios religiosos e seus arroubos mentirosos de dizer-se mestre quando não tem essa qualificação, mas arrogando que é mestre porque realizou muitas palestras – para os súditos de sua denominação religiosa.

Foi desmentida em uma série de frases ditas: “Estamos vivendo uma ditadura gay”, “a Europa já está ensinando que precisamos masturbar bebês”, “no Brasil tem muitos hotéis fazenda de faixada, que é para turistas transarem com animais” são algumas das afirmações absurdas e bizarras da ministra selecionadas pelo programa.

Não bastou, enfatizou que a Religião evangélica perdeu espaço para a ciência quando deixou a Teoria da Evolução entrar nas escolas, A Teoria da Evolução, citada pela ministra, é reconhecida mundialmente e trata do desenvolvimento da vida na Terra. Chega a dar saudade dos discursos da “presidenta” Dilma Rousseff e suas “mulheres sapiens”.

Em nota, o Ministério da Mulher, família e dos Direitos Humanos informou que “a declaração ocorreu no contexto de uma exposição teológica e não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas por este ministério. Não há relação entre a atuação da titular desta pasta como líder religiosa e suas funções como gestora pública”. Será que ela sabe disso?

Foi ajuizada ação popular em 12 de fevereiro, pelos advogados José Belga Trad e Fábio Martins Neri Brandão onde afirmam que a ministra praticou diversos “atos incompatíveis com a moralidade administrativa, a ética e o decoro exigidos para o cargo”, que foram revelados pela imprensa e ofendem o artigo 37 da Constituição Federal. O caso está na 4ª Vara Federal de Campo Grande.

Segundo a ação, a conduta de Damares coloca em risco as finalidades institucionais da referida pasta “na medida em que estão expostas a métodos manifestamente indecorosos, desleais e indignos”. (Do Consultor Jurídico)

 

 

 

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