Robusto e bem alimentado, Maduro impede ajuda para o povo da Venezuela

O ditador Nicolás Maduro fecha a fronteira com diversos países, entre eles Brasil e Colômbia, conforme divulgado nessa quinta-feira (21). “Decidi que, no sul da Venezuela, a partir das 20h (21h de Brasília) fica fechada completamente a fronteira com o Brasil, até segunda ordem”, disse o presidente após reunião com o alto comando militar em Caracas.

Talvez o senhor Maduro tenha alguma razão em defender o povo da Venezuela – porque seu povo nunca foi – dos medicamentos e alimentos contaminados e envenenados. Pode ser que estejam, mas de qualquer forma matariam mais rápido e indolor do que a fome, a sede e as pestes causadas pelo descaso, descontrole, descalabro de seu… pode chamar de governo?

Não sei se cabe culpar apenas Maduro, ele não é um capo aterrorizador, tem consigo as forças armadas, têm todos a desconfiança de uma facção bem estruturada de tráfico de drogas e armas. A grande ilha da fantasia e impunidade onde o castelo é protegido pelos seres do lodo, armados, constitucionalmente armados. Talvez sejam aqueles devotados soldados, cabos, sargentos… e por ai vai. E ficam aquartelados, talvez, por vergonha de olhar protegidos por seus automóveis, a miséria e a morte exposta e rastejante pelas ruas.

Pode ser. Assim como pode ser que preferem o aquartelamento a ter que olhar nos olhos dos seus filhos, saudáveis, alimentados, sem amigos, sem nada. Será que ainda cabe vergonha nesses senhores?

“O usurpador toma militarmente Santa Elena de Uairén para impedir a entrada de ajuda humanitária para os venezuelanos”, escreveu o deputado opositor venezuelano Américo De Grazia, da Assembleia Nacional: “No entanto, os povos indígenas Pemones de La Gran Sabana, juntamente com o gabinete do prefeito e os cidadãos, tornarão a solidariedade uma realidade”, completou.

Em relação ao Brasil e os apoiadores de Maduro

O nosso país é reconhecidamente solidário, inegável, e nossa esquerda política combatente, como se pode observar pelas postagens nas redes sociais, e nos comentários daqueles que não concordam com esse “regime de governo”, apenas não entendo os motivos que levam esses mesmos a criticar tão veementemente a ajuda humanitária e não se disporem a fazer sequer uma vaquinha mequetrefe para angariar alimentos e medicamentos para o companheiro venezuelano. Também não entendo a falta de transporte, alojamento e alimentação para atuarem como voluntários naquele país, enfim e afinal nunca faltou mobilização para as ações mais estapafúrdias dentro de nossas próprias fronteiras.

Foto: Reuters

 

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