Copão de cerveja: a perigosa folia dos adolescentes

Está lá, na lei de número 13.106/15, “é crime vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou a adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. A pena é a detenção de dois a quatro anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave.”.  Mas quem a cumpre, ou melhor, quem a fiscaliza dentro de uma festa popular e de proporções gigantescas como é o Carnaval?

So pneus

É praticamente impossível conseguir impedir a venda de um ‘copão’ de cerveja em grandes eventos de Campo Grande. O vendedor, quase sempre um ambulante, não vai parar (embora seja a sua obrigação) para olhar a idade do freguês, menos ainda conferir se o documento de identidade (RG) é autêntico ou pertence, de fato, a pessoa que está ali na sua frente efetuando a compra da bebida.

Resta então às autoridades essa função de fiscalização, que só a fazem quando surge uma denúncia indicando que em determinado local está ocorrendo à venda proibida. É raríssimo ver um policial tomando da mão de um adolescente o ‘copão’ de cerveja, o mesmo acontece com o cigarro, outro produto restrito a maiores de 18 anos mas que facilmente flagramos na boca de um menor, principalmente nos terminais de ônibus.

A discussão sobre o consumo de bebidas alcoólicas por menores ganhou holofotes neste último Carnaval. Embora seja uma realidade que sempre existiu – e assim permanecerá –, o assunto foi muito comentado por meio das redes sociais (sempre elas). De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), somente nos quatro dias de folia, Campo Grande registrou 120 casos de adolescentes alcoolizados ou já em coma alcoólico.

O Corpo de Bombeiros informou que um adolescente de 15 anos faleceu na madrugada desta quarta-feira (06) após entrar coma alcoólico, no Bairro Nova Campo Grande. Os socorristas não conseguiram reanimar o garoto, que faleceu a caminho do hospital. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso.  De quem é a culpa por esse óbito?

Será esse o retrato da educação (da escola e a de casa) ou um selfie dessa poderosa adolescência que acredita que tudo é permitido e fácil graças aos mecanismos da internet? O Poder Público tem agora exato um ano para pensar em quais medidas adotará para evitar que essa cena se repita no Carnaval de 2020. Os pais também!

 

Foto de capa: Ilustração/Cordão da Valu/Facebook/Reprodução

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