Serviço que minera criptomoedas na web anuncia fim das atividades

O Coinhive, um polêmico serviço que permite a donos de sites incluir um código que obriga a todos os internautas que visitarem suas páginas a minerar a criptomoeda Monero pelo navegador, anunciou que vai encerrar suas operações no dia 8 de março. Segundo o comunicado, a atividade “não é mais economicamente viável”.

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Criado há um e meio, o Coinhive depende da criptomoeda Monero, que é notoriamente mais fácil de ser minerada com processadores comuns do que com hardware especializado, como ocorre com o Bitcoin. Isso significa que visitantes de sites podem – ou podiam – contribuir mais com a mineração de Monero do que de outras moedas.

O serviço foi utilizado por sites populares, como o site pirata The Pirate Bay, e também incluído em muitos sites hackeados, incluindo uma página do governo do estado de São Paulo e injetado no Wi-Fi de uma loja da Starbucks em Buenos Aires, na Argentina.

O código do Coinhive impacta o computador dos internautas, diminuindo o desempenho e a duração da bateria de dispositivos portáteis. Isso fez com que programas de segurança começassem a bloquear o código, mesmo nos casos em que foi usado intencionalmente pelos donos dos sites. Além disso, a moeda Monero, que chegou a quase encostar nos US$ 500 (cerca de R$ 1.800), hoje retém apenas 10% desse valor.

No dia 9 de março, uma atualização da moeda Monero deve complicar ainda mais o retorno obtido pelo processamento de mineração. Por esse motivo, a Coinhive deixará de operar um dia antes, no dia 8.

Com a promessa de proteger o anonimato das transferências e um algoritmo de mineração notoriamente amigável com processadores comuns, a Monero se transformou na moeda preferida dos criminosos em ataques de mineração na web e em computadores de vítimas contaminadas por vírus. Estudos estimam que pelo menos 4% de todas as moedas Monero em circulação foram mineradas por vírus.

Quebra das mineradoras

O Coinhive é mais um entre diversos mineradores de criptomoedas que fecharam as portas por causa da desvalorização do mercado.

Na maioria dos casos, o vilão foi o custo da energia elétrica: a mineração de criptomoedas, por exigir o uso constante de processamento, depende de um consumo elevado de energia. Se o valor da criptomoeda não for alto o suficiente, será mais barato desligar a máquina de mineração do que continuar minerando, mesmo com o lucro obtido com as vendas das moedas “mineradas”.

Centenas de milhares de mineradores desligaram as máquinas no fim do ano passado, segundo estimativas dos responsáveis pelos “pools” de mineração — entidades que agregam diversos mineradores para unir forças e dividir ganhos, como em um bolão de loteria.

Nos Estados Unidos, o caso mais emblemático foi o da Giga Watt, que entrou em processo de recuperação judicial citando dívidas de US$ 7 milhões — a maior parte em energia elétrica. Como as máquinas de mineração especializada caem rapidamente de valor, a infraestrutura da empresa sofreu grande depreciação, o que pode impossibilitar o pagamento da dívida.

A chinesa Bitmain, maior fabricante de equipamento de mineração de Bitcoin, também estaria com dificuldades financeiras. Os dois fundadores da empresa abandonaram seus cargos de diretores em janeiro, segundo a imprensa chinesa. A companhia não se pronunciou sobre a mudança.

Fonte: G1.com

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