Carnaval na Capital sempre teve brigas e pouca segurança pública

As confusões registradas pelas câmeras de smartphones neste Carnaval não são novidades na ‘Morena’. Quem tem o hábito de frequentar as festas populares da cidade sabe bem disso. Talvez hoje, por influência das redes sociais e aplicativos que permitem a troca de mensagens instantâneas, a coisa esteja mais notória. Quem ai nunca foi em um show gratuito na Avenida Fernando Correa ‘Facada da nas Costa Costas’? Era esse o apelido de outrora da via em tempos que a batalha entre gangues era constante.

Big Ben 1

Aliás, a presença de gangues nos bairros sempre vai existir, suas diferenças com outras turmas sempre serão motivos para brigas, e os eventos de grandes proporções, como o Carnaval ou shows gratuitos, sempre foram palcos para esses conflitos de rua. Coibir essa triste realidade é tarefa dos órgãos ligados à segurança pública, e passar mais um ano vendo essas cenas significa que muito pouco foi feito de lá para cá.

Nas imagens que estão sendo compartilhadas pelos campo-grandenses, todas ocorridas no Carnaval deste ano no centro da cidade, é possível ver que um rapaz usa uma caixa de som para agredir outros durante uma briga que, supostamente, teria começado após um homem tentar beijar uma mulher à força. Em outro vídeo, um grupo de mulheres puxa o cabelo de uma mulher, que também é agredida por socos e chutes.

Por sorte, este ano não houve relato de mortes ocorridas durante o Carnaval da cidade. Entretanto, não é preciso voltar muito no tempo para lembrar quando foi a última tragédia registrada em uma festa popular de Campo Grande. Foi no dia 09 de fevereiro de 2016, um jovem acabou baleado nas costas após se envolver numa briga dentro de uma chácara, na rua da Divisão, Bairro Parati, onde acontecia a folia. Na ocasião, dois homens armados entraram no local em duas motocicletas e atiraram contra a vítima, que estava de costas sentada em uma cadeira.

Em 2012, quando a Avenida Fernando Côrrea da Costa ainda sediava os bailes carnavalescos de Campo Grande, também houve registro de uma morte. Esse caso aconteceu já após o término da festa popular, quando a vítima esperava pelo ônibus no ponto da Avenida Afonso Pena, juntamente com seus amigos. Conforme o registro, dois homens numa motocicleta atiraram contra Welington de Jesus, de 20 anos, que morreu antes de chegar ao hospital. Os atiradores foram presos horas depois e disseram que tinham sido agredidos durante o Carnaval e foram ‘acertar as contas’.

Casos como esses poderiam ser facilmente impedidos se houvesse a presença constante da policia durante e, principalmente, após a realização da folia. Não basta ter policiais apenas durante a festa, sabendo que os grupos sempre ficam até o raiar do dia seguinte. É necessário que os órgãos competentes se preparem melhor para o Carnaval de 2020, e equipamentos para isso a polícia já tem, como drones e câmeras de vigilância. A sociedade do bem não pode aceitar que novos casos de agressão, assassinatos e vandalismo se repitam nas festas populares da cidade.

 

Foto de capa: Thiago Roas/Arquivo Pessoal/ G1 MS

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